Tyketto - Já disponível “Closer To The Sun”, o retorno triunfal dos mestres do Hard Rock
Os mestres do hard rock TYKETTO apresentam seu 6º álbum de estúdio, Closer To The Sun, composto por 11 faixas cuidadosamente elaboradas que celebram o retorno desse quinteto injustamente subestimado. Liderado pelo vocalista e fundador Danny Vaughn, o disco foi gravado em diversos estúdios no Reino Unido e na Europa — incluindo o Flip Flop Studios e o lendário Rockfield, no País de Gales — e já desde o primeiro petardo, ‘Higher Than High’, fica evidente a devoção da banda pelo poder libertador da música, enquanto Vaughn brada: “In the space you can learn to heal / there is music that helps you feel / higher than high.” [“Num lugar assim você aprende a se curar / existe música que te faz sentir / mais alto do que o alto.” em tradução livre]
O TYKETTO chegou perto do auge do hard rock no fim dos anos 80, quando Bon Jovi e Whitesnake dominavam as paradas e a MTV. Contratados pela Geffen Records em 1989, o álbum de estreia Don’t Come Easy (1991) trouxe o hit ‘Forever Young’. Mas, entre a ascensão do grunge e os rumos da vida, muitos sentiram que o TYKETTO nunca recebeu o reconhecimento que sua rica composição merecia. Em 2025, Danny Vaughn ainda é o coração da banda, com grandes músicas e performances tão presentes em seu DNA quanto sempre foram. O que não surpreende quando se conhece suas origens.
“Cresci ouvindo músicas de diversos estilos em casa com meus pais”, conta Vaughn. “Tudo começa com os Beatles, como quase sempre. Mas também tínhamos muito folk — Bob Dylan, Joan Baez, Judy Collins — e até música do mundo, como corais africanos e cantos tibetanos. Lembre-se que eram os anos 60!”
O que aconteceu quando Danny tinha 3 anos certamente influenciou o fato de ele ter se tornado não apenas cantor e compositor, mas um verdadeiro “cão de estrada” das turnês.
“Por volta de 1963/64, meus pais pegaram tudo o que tinham, colocaram em um depósito e foram para a Europa porque meu pai [um artista plástico] queria ver todas as grandes obras e museus”, comenta rindo Danny, ciente de como essa situação era única. “Então basicamente vivemos na Europa por um ano e meio, principalmente em carros. Claro que não lembro de nada porque era muito pequeno, mas minha mãe escrevia cartas para a mãe dela o tempo todo, falando coisas como ‘você não acredita no que os suecos comem no café da manhã’. Tenho todas essas cartas agora, então consigo revisitar a viagem deles. E acho que isso tem muito a ver com o fato de eu me sentir tão em casa na Europa e por que viajar parece ser uma espécie de força vital para mim.”
Não é exagero dizer que o jovem Vaughn viveu uma vida pouco ortodoxa em comparação com muitas crianças de sua época, no sentido de que ele foi imerso naquele espírito aventureiro dos pais e em seu envolvimento com as artes.
“Meu pai ainda é um artista plástico talentoso, provavelmente o ilustrador de livros infantis mais publicado que existe, além de também produzir belas obras de arte. Então sim, sempre houve essa sensibilidade. Música, cultura e tudo mais ao redor disso. Eu cresci no Upper West Side de Nova York, que naquela época era cheio de atores, dramaturgos, músicos e boêmios.”
A descoberta da música por Vaughn foi igualmente pouco convencional.
“Eu era o típico garoto-propaganda do TDAH, com uma voz incrivelmente aguda e estridente, correndo por aí e trombando nas coisas”, diz Danny entre risadas, “felizmente, isso foi numa época em que medicar crianças não era algo comum. E então, por volta dos 11 anos, mudei de escola em Nova York, e fui para uma escola inspirada na pedagogia de Rudolf Steiner, onde algum esperto me colocou no coral. Em um mês, eu já estava fazendo meu primeiro solo e fui fisgado.”
Armado com seu amor por Black Sabbath, Led Zeppelin e Steppenwolf (“Eu queria ser o John Kay quando tinha 14 anos!”), Danny formou uma banda chamada Relative Pleasure no início dos anos 80 e depois tocou em várias bandas de hard rock que tocavam covers em Nova Jersey. O mundo dele mudaria de direção quando ele se tornou o vocalista dos barulhentos hard rockers Waysted, do lendário (e infelizmente falecido) Pete Way, do UFO, entre o fim de 1985 e início de 1986.
“Aprendi muito no Waysted”, diz Danny. “A maior lição provavelmente foi que eu teria que levar minha voz a sério se quisesse fazer isso cinco ou seis noites por semana. Abríamos shows para o Status Quo, abríamos para o Iron Maiden, então eu precisava estar no meu melhor. Hoje as pessoas me perguntam como minha voz ainda é a mesma, ou ainda tão forte quanto sempre foi, e é porque aprendi que eu não tinha a mesma resistência que alguns daqueles caras tinham para festas e ainda assim manter a performance; quando eu exagerava, eu rendia menos e isso não era uma opção.”
Danny sabe que, logo após formar o TYKETTO em 1989, eles quase estouraram da mesma forma que alguns dos seus contemporâneos como o Nelson, por exemplo.
“Nossa, sim, sinto que chegamos muito perto. Muito rapidamente depois que o álbum saiu, a Geffen Records nos colocou em turnê abrindo para o Nelson. E o Nelson tinha o álbum número um dos Estados Unidos quando estávamos com eles. Então eram 15 mil adolescentes gritando todas as noites. E esse é um tipo de som para o qual, não importa quanta experiência você tenha em shows, você nunca está preparado.”
Após tanto tempo, ele já fez as pazes com a era grunge e com a ideia de que ela matou qualquer chance de o TYKETTO realmente estourar (“Naquela época, era basicamente a MTV que decidia o que tocava ou não. Na minha visão, eles destruíram a música”, diz Danny). Em 1995, ele acabou fazendo uma pausa na música por razões pessoais. Porém, uma coisa que ele nunca fez foi parar de buscar histórias para contar e escrever canções.
“Mesmo trabalhando em fábricas ou qualquer outra coisa, eu nunca parei de escrever”, ele afirma. “Isso estava em mim, e eu sempre encontrava histórias para contar. Eu não tinha planos para nenhuma daquelas músicas que escrevia, mas ainda assim as escrevia, porque é quem eu sou.” Foi seu amigo de longa data e ex-baterista do TYKETTO, Michael Clayton Arbeeny, quem continuou incentivando Danny e acabou ajudando-o a voltar ao estúdio.
“Acabei fazendo um álbum solo sem nenhuma expectativa e sem pressão de ninguém, por um selinho minúsculo chamado Z Records. Eu pude fazer tudo o que quisesse. Eu o chamo de meu álbum dos anos 70. Ele se chama ‘Soldiers And Sailors On Riverside’, saiu em 2000. Fui para o Reino Unido, toquei em clubes para 200/300 pessoas, e percebi que ainda havia vida ali. E o Tyketto voltou a dar as caras por volta de 2004.”
Nos anos que se seguiram, o TYKETTO reconquistou seu público, voltando a fazer algumas semanas de shows por ano, até que a Covid colocou tudo em pausa.
“Quando estávamos deixando a pandemia para trás, conversei com o Michael e com o [exguitarrista] Chris Green. Ambos disseram que, por causa da família e tudo mais, não poderiam mais fazer o Tyketto, então achei que a tenda do Tyketto seria desmontada de vez. E os dois perguntaram: ‘por quê?’ Eu disse que era apenas eu lá fora agora, sabe, e eles responderam: ‘olha, se é a sua voz cantando essas músicas, as pessoas vão aparecer!’ Então eles realmente me incentivaram.”
Com todo esse forte apoio, Danny começou a reunir uma nova banda, o que basicamente significou reencontrar velhos amigos.
“Temos um ditado agora, que é ‘não tem um mala-sem-alça entre nós’”, sorri Danny. “Ged Rylands já estava na banda, Chris Childs tinha entrado e saído em vários momentos, então ele já conhecia a banda, e para recrutar Johnny Dee e Harry Scott Elliot foram só duas ligações”, continua Danny. “Johnny Dee fecha o círculo também, já que estamos falando de 40 anos de amizade. E com essa nova banda totalmente capaz de sair em turnê, meu agente de shows disse ‘aleluia’, e aí a coisa deslanchou de vez.”
Em Closer To The Sun, a banda imprime performances de alto nível e uma energia vibrante às músicas, contando com a participação de diversos convidados. Ao longo do álbum, o TYKETTO fala ao ouvinte sobre amores, perdas, experiências e prazeres reais da vida.
“O objetivo era deixar nossos fãs realmente felizes, assim como, obviamente, nós mesmos”, diz Danny. “É tudo sobre seguir em frente, trazendo também todas as experiências, sons e sabores que você acumulou ao longo do caminho, porque isso só adiciona riqueza.”
Por exemplo, pegue a música ‘Higher Than High’. “Isso vem diretamente de mim”, se entusiasma Danny. “Sou eu jogando o telefone longe, saindo de toda aquela porcaria das redes sociais e realmente apreciando a vida que estou vivendo a cada momento. É o primeiro single do álbum, gravamos um clipe para ele, e nós acreditamos muito nisso, porque a mensagem é simples: olhar para as coisas positivas da vida como um todo. Queríamos fazer um disco inspirador, e essa faixa é o ponto de partida.”
Esse clima de otimismo e de avanço também alimenta os momentos mais épicos do álbum, nos quais o TYKETTO se reconecta com suas raízes clássicas de arena rock e em nenhum lugar isso é mais poderoso do que em ‘We Rise’, o segundo single do álbum.
“Mantendo o espírito de Don't Come Easy, nós queríamos criar alguns verdadeiros hinos de arena rock, e ‘We Rise’ é definitivamente um deles. Ela também marcou o primeiro trabalho realmente colaborativo da banda para este álbum. O Harry trouxe o riff de guitarra e o refrão. O Chris e eu desenvolvemos o arranjo e a letra e, quando percebemos, a mágica tinha acontecido! É uma mensagem simples: quando você leva um tombo, continue se levantando!”
A positividade e a união são temas fortes em Closer To The Sun, como ‘Far and Away’ ilustra. “Minha esposa e eu finalmente fizemos uma viagem para Marrakech, no Marrocos, e eu estava muito nervoso com isso, porque eu não lido bem com essa coisa de ‘mercado lotado’ e tudo mais — e tivemos uma experiência incrível”, sorri Danny. “Então a música é uma homenagem a algo em que eu realmente acredito: aquelas pessoas lá do outro lado são ‘eles’ até o momento em que você vai lá, aperta a mão deles e os conhece. A partir daí, eles deixam de ser ‘eles’, certo? Passam a ser ‘nós’. Temos muito mais em comum do que diferenças. De vez em quando eu escrevo uma música e penso comigo mesmo ‘agora acertei em cheio’. ‘Far and Away’ é uma delas!”
Há até espaço para um cover profundo e estiloso: ‘Harleys & Indians (Riders In The Sky)’, do Roxette.
“Eu sempre adorei essa música”, diz Danny. “É um lado B de um single do Roxette que, a menos que a pessoa seja muito fã, provavelmente nem conhece. Mais uma vez, eu estava pensando na atitude que quero que o Tyketto sempre carregue — tanto em estúdio quanto ao vivo — que é algo edificante, envolvente e livre de pessimismo. Essa música se encaixa perfeitamente nisso, e combina muito bem com tudo o que fizemos em Closer To The Sun.”
O TYKETTO, e Danny Vaughn, continuam uma jornada que, para ele, é simplesmente aquilo para o qual nasceu.
“Eu tenho essas conversas com meu pai sobre criatividade, e uma das coisas que ele sempre diz é: ‘continue dançando, garoto’. É isso que fazemos. Eu nunca me diverti tanto, nunca quis impulsionar uma banda com tanta força, e nunca me senti tão parte de algo quanto me sinto agora.”
Closer To The Sun é um lançamento da parceria Shinigami Records/Silver Lining Music. Adquira sua cópia aqui: https://bit.ly/4uJaOFg.
TRACKLIST
1. Higher Than High
2. Starts with a Feeling
3. Bad for Good
4. We Rise
5. Donnowhuddidis
6. Closer to the Sun
7. Harleys & Indians (Riders in the Sky)
8. Hit Me Where It Hurts
9. The Picture
10. Far and Away
11. The Brave
FORMAÇÃO
Danny Vaughn – Vocal, Guitarra, Gaita
Chris Childs – Baixo
Johnny Dee – Bateria
Harry Scott Elliott – Guitarra
Ged Rylands – Teclados
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