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Carcass disponível novo álbum “Torn Arteries” em digipack

 

Carcass Torn Arteries 500pxFeroz e intransigente em sua execução, a capacidade do CARCASS de dissecar intrincadamente as entranhas do Death Metal e exibi-las para que possamos entender perfeitamente o som tem sido uma das características sublimes da banda por mais de três décadas. Em dezembro de 2019, a banda lançou o single “Under The Scalpel Blade” seguido por um EP com 4 músicas intitulado “Despicable”, estabelecendo um poderoso precedente para o álbum completo que viria em 2021: “Torn Arteries”. Com o título do álbum fazendo referência a uma antiga demo da banda criada nos anos 80 pelo baterista original Ken Own, “Torn Arteries” é a conexão entre o lado moderno da discografia do CARCASS e onde tudo começou há mais de 30 anos.

A arte de capa também lembra a fotografia grotesca que aparece nas capas de álbuns clássicos da banda como “Reek Of Putrefaction” ou “Symphonies of Sickness”. Criado pelo artista Zbigniew Bielak, a capa traz um conjunto de fotos com diferentes lapsos de tempo mostrando vegetais em forma de coração, apodrecendo com o tempo em um prato branco. Esta forma de arte foi influenciada pela arte japonesa chamada Kusôzu que significa ‘pintura dos nove estágios de um cadáver em decomposição’.

“É muito limpo, branco, o que nunca tínhamos feito antes”, explica o vocalista e baixista Jeff Walker, “não parece algo mau ou tipicamente death metal, mas gosto de como é limpo; quase como um livro de mesa”. Este novo álbum apresenta imagens, letras e sons que gritam de forma inconfundível “CARCASS”, mas ao mesmo tempo os transportam para uma nova era de produção, composição e arte.

“Eu acho que o nosso 7º álbum se destaca em relação aos outros tanto sonora quanto estilisticamente”, explica Walker. “Você pode definitivamente dizer que é o CARCASS; quando deixa cair a agulha no vinil, quando ouve aquele tom de guitarra, você pode dizer, com certeza, que é Bill Steer, mas cada álbum é sempre um produto de seu tempo”.

A abordagem geral no processo de composição não mudou muito ao longo dos anos para o CARCASS. “Não há um método realmente específico”, analisa Walker, “ninguém está escrevendo uma música, entra na sala e diz: ‘é assim que a música funciona’. Muitas das músicas são escritas em torno de um ritmo ou de uma ideia: já fizemos uma música com esse tipo de introdução? Já ouvimos uma música com esse tipo de bateria? Se não ligássemos, faríamos a mesma besteira de música genérica, versã-refrão, mas não queremos nos repetir. Estamos sempre tentando permanecer criativos e ter um propósito válido para o que estamos fazendo”.

Em “Torn Arteries”, cada faixa se destaca das demais em sua abordagem de guitarra, baixo, vocais e bateria, além de todos os outros detalhes um pouco mais sutis. As guitarras, por exemplo, criam camadas grossas de tons e melodias, acumulando-se umas sobre as outras, como o peso de carne morta, em faixas como ‘Kelly’s Meat Emporium’.
Enquanto isso, a velocidade elevada e a batida cativante em ‘Dance of Ixtab’ contam uma história mais potente e mais fantasiosa que certamente obterá uma reação muito positiva do público ao vivo. “Construímos essa música em torno de uma batida”, explica Walker, “tínhamos uma abordagem para cada música que era uma ideia definitiva. É tudo sobre ‘o que não fizemos antes?’”.

Curioso sobre as letras? O CARCASS aposta que sim, mas não espere que seja um quebra-cabeça fácil de resolver. Ao longo dos anos, fãs do Metal de todo o mundo referiram-se às letras complexas, bizarras e cheias de sangue do CARCASS com afeto, humor e fascínio. Mas desta vez será necessário que os fãs tenham em mãos o encarte para examinar de perto as letras. “Eu prefiro que as pessoas passem um tempo lendo as letras, ouvindo, pegando as palavras conforme as ouvem e, a partir daí, tentem tirar suas próprias conclusões sobre o que as letras são, em vez de dar tudo de bandeja”, ri Walker.

A produção e gravação de “Torn Arteries” não foram tão simples como possa se imaginar. Foi aproximadamente um ano de idas e vindas entre Inglaterra e Suécia. Inicialmente, o baterista Daniel Wilding gravou na Suécia no Studio Gröndahl com David Castillo enquanto as guitarras eram gravadas no The Stationhouse com James Atkinson em Leeds, Inglaterra. Para finalizar os vocais, o baixo e as outras guitarras, a banda voltou ao estúdio Gröndahl na Suécia para trabalhar em uma atmosfera mais relaxada com Castillo. “Não houve um plano real para fazer desta forma, o processo apenas cresceu organicamente, por conta própria”, diz Walker.

Com certeza, a única e real luta ao se entregar à audição de “Torn Arteries” será lutar contra o fervente desejo de reiniciar o álbum no mesmo segundo em que ele terminar. O CARCASS percorre um novo terreno substancial, para uma banda com sua reputação, enquanto ainda mantém aquele som viciante e consagrado que representa a face do verdadeiro Death Metal.

Adquira sua cópia em VERSÃO DIGIPACK (com CONTRACAPA SOBRESSALENTE para quem não abre mão da versão acrílica) no seguinte link: https://bit.ly/3gYvRiV.

Um lançamento da parceria Nuclear Blast/Shinigami Records.

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